| Breve Explicação do Método da Oração do Senhor (O Pai Nosso contém:) | |||
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| Seção Principal | Divisão Teológica | Ponto de Análise | Explicação e Fundamentação |
| I. A saudação ou prefácio; no qual são descritos ou implicitados: | 1. A quem a oração é dirigida. | 1. Quem Ele é: Deus; não criaturas, santos ou anjos. 2. Como se relaciona conosco: Ele é NOSSO PAI, o que compreende, fundamentalmente, que Ele é: 1. Nosso Criador → 1. Nosso Proprietário ou Senhor Absoluto. 2. Nosso Redentor → 2. Nosso Governante ou Rei Supremo. 3. Nosso Regenerador (para os regenerados) → 3. Nosso Benfeitor e Supremo Bem, e assim nossa Felicidade e nosso Fim. | 3. O que Ele é em Seus atributos: QUE ESTÁS NO CÉU. O que significa que, portanto, Ele é: 1. Todo-Poderoso: capaz de conceder tudo o que pedimos, e de nos socorrer e ajudar em toda aflição. Nesta única palavra não apenas se implicam todos estes atributos de Deus, mas também nossos corações são direcionados para onde buscar seu alívio e direção agora, e sua felicidade para sempre; e são desviados das dependências terrenas e das expectativas de felicidade e descanso; e levados a buscar tudo do céu e, finalmente, no céu. 2. Onisciente: nossos corações, necessidades e todas as coisas estando abertos à Sua vista. 3. Sumo Bem: de quem, por quem e para quem são todas as coisas; a Fonte, o Dispositor e o Fim de tudo, de cuja generosidade e influência todos subsistem. E o tempo presente “ESTÁS” indica Sua eternidade. |
| 2. Quem são os suplicantes (peticionários): | 1. O homem: quanto ao seu Ser. 2. Por Relação, filhos de Deus: 1. Por Criação: assim todos o são; e, portanto, todos podem, até este ponto, chamá-Lo de Pai → Seus Próprios. 2. Por Redenção: como todos o são quanto ao preço suficiente e satisfação → Seus Súditos. 3. Por Regeneração: e assim apenas os regenerados são filhos → Seus Amados e Beneficiários, que vivem d’Ele e para Ele, como o seu Fim. 3. Por Qualidade: 1. Dependentes de Deus → Contudo → Amando a Deus como seu Pai. 2. Necessitados → Amando a si mesmos como homens. 3. Pecadores → Amando aos outros como irmãos. | Tudo isso é significado na palavra NOSSO—. | |
| II. A Oração, ou Petições, em duas partes: das quais, | 1. A primeira parte é segundo a ordem de estimação, intenção e desejo; e é: | 1. Pelo fim em si mesmo, que é DEUS: | Na palavra “TEU/TUA” repetida em cada petição. |
| 2. Pelo fim respectivamente no interesse de Deus, e que consiste em: | I. O mais alto ou supremo, isto é, a glória de Deus: “SANTIFICADO SEJA O TEU NOME.” II. O meio mais elevado de Sua glória: “VENHA O TEU REINO”; isto é, que o mundo seja sujeito a Ti, seu Criador e Redentor; o Rei universal. III. O meio seguinte, sendo o efeito deste: “SEJA FEITA A TUA VONTADE”, isto é, que as Tuas leis sejam cumpridas e as Tuas disposições sejam aceitas com submissão. | ||
| 3. Para o fim menor, a saber, o sujeito destes meios; que é o bem público da humanidade, do mundo e da igreja: | “NA TERRA”, isto é, seja o mundo sujeito a Ti, e a igreja Te obedeça; o que será a maior bênção para eles: estando nós mesmos incluídos no mundo. E a medida e o modelo são adicionados: “ASSIM COMO NO CÉU”, isto é, que a terra seja conformada o mais próximo possível ao modelo celestial. De modo que esta parte do Pai Nosso, procedendo na ordem de excelência e intenção, direciona-nos: I. A fazer de Deus o nosso fim supremo e último; e a desejar o Seu interesse primeiro, e nesta ordem: (1.) Sua glória, (2.) Seu reino, (3.) A obediência às Suas leis. II. A fazer do bem público do mundo e da igreja o nosso fim seguinte, como sendo o meio mais nobre. III. A incluir o nosso próprio interesse nisto e sob isto, como o menor de todos; professando primeiro o nosso próprio consentimento àquilo que desejamos primeiro para os outros. | ||
| 2. A segunda parte é segundo a ordem de execução, e é por nós mesmos, começando do mais baixo e ascendendo, até que o fim primeiramente pretendido seja por último alcançado: e é: | 1. Pelo sustento de nossa natureza por meios necessários: | “O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DÁ HOJE”: sendo este o primeiro dom de Deus, pressuposto tanto para a graça quanto para a glória. “DÁ” significa nossa dependência de Deus para tudo. “NOS” nossa caridade, de que desejamos alívio para nós mesmos e para os outros. “O PÃO DE CADA DIA” (ou substancial), nossa moderação; de que não desejamos coisas desnecessárias ou supérfluas. “HOJE”, a constância de nossa dependência, e que não desejamos, nem nos preocupamos excessivamente com o futuro, e não prometemos a nós mesmos uma vida longa. | |
| 2. Para nos livrar da culpa de todo pecado passado (pressupondo-se aqui o arrependimento e a fé): | (1.) A Petição: “E PERDOA-NOS AS NOSSAS DÍVIDAS” (ofensas ou pecados). (2.) O motivo extraído de nossa qualificação para o perdão: “ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS AOS NOSSOS DEVEDORES”: sem o qual Deus não nos perdoará. | ||
| 3. Para preservação futura: | (1.) Dos meios: “NÃO NOS DEIXES CAIR EM TENTAÇÃO”: isto é, embora possas justamente nos provar, contudo compadece-te de nossa fraqueza, e não nos faças nem permitas ser provados de tal modo que nos tente ao pecado e à ruína. (2.) Do fim: “MAS LIVRA-NOS DO MAL”: isto é, 1. O Maligno, Satanás (e seus instrumentos). 2. O mal em si: 1. O pecado; 2. A miséria; que são o fim de Satanás. Aquele que deseja ser salvo do inferno e da miséria deve ser salvo do pecado; e aquele que deseja ser salvo de ambos deve ser salvo de Satanás e da tentação. Perg. Mas onde estão os pedidos de santidade positiva, graça e céu? Resp. 1. O arrependimento e a fé são pressupostos no peticionário. 2. O que lhe falta é pedido nas três petições da primeira parte, para que nós, com os outros, possamos santificar o nome de Deus, ser súditos de Seu reino, fazer a Sua vontade, etc. Cristo e o estado de graça estão finalisticamente na primeira petição, formalmente na segunda, e expressamente na terceira. | ||
| III. A conclusão: a razão e o término de nossos desejos em seu fim último; aqui louvado: começando do mais baixo e ascendendo ao mais alto: | 1. O que louvamos; ou a matéria; ou o interesse de Deus: | 1. Seu reinado universal: | “POIS TEU É O REINO”, administrado de variadas formas, em conformidade com os súditos: todos devem esta obediência absoluta; Tu que comandas e executas o que queres. |
| 2. Suas próprias perfeições: | “O PODER”: tanto direito quanto plena suficiência: incluindo Sua onisciência e bondade, bem como onipotência. | ||
| 3. Sua incompreensível excelência e bem-aventurança, como Ele é o fim último de nós e de todas as coisas: | “E A GLÓRIA”, Rm 11:36; 1 Co 10:31. | ||
| 2. Quem louvamos: | DEUS, na palavra “TEU/TUA”: | N’Ele, a causa eficiente primeira de todas as coisas, começamos; Seu auxílio, como causa dirigente, buscamos; e n’Ele, como causa final, terminamos. | |
| 3. A duração: | “PARA TODO O SEMPRE”, para a eternidade: | E “AMÉM” é a expressão do nosso consentimento. Porque d’Ele, e por Ele, e para Ele são todas as coisas; a Ele seja a glória para sempre, Amém, Rm 9:36 [Rm 11:36]. | |
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