CARTA 68 – PARA JOHN FLEMING, BAILIO DE LEITH

Traduzido por: @casuisticapuritana

[Nada pode ser determinado sobre o Sr. Fleming, a menos que seja ele quem é mencionado por Livingston como sendo um comerciante em Edimburgo, um homem de destaque entre os piedosos.]

A doçura e fidelidade do amor de Cristo.

Caro e digno amigo,

Graça, misericórdia e paz sejam contigo. Recebi sua carta. Bendigo ao Senhor por meio de Jesus Cristo, pois vejo que Sua palavra é verdadeira: “Eu te escolhi na fornalha da aflição” (Isaías 48:10); “Estarei com ele na angústia” (Salmo 91:15). Nunca esperei outra coisa das mãos de Cristo senão bondade e consolo, e não fui decepcionado. Encontro a cruz do meu Senhor coberta de conforto e alívio. O Senhor agora me mostrou o lado bom da Sua cruz. Não trocaria minhas lágrimas na prisão pelo riso dos Quatorze Prelados,[1] no meio de suas alegrias famintas e vazias. Este mundo não conhece a doçura do amor de Cristo; é um mistério para eles.

Quando cheguei aqui, fui tomado por uma grande tristeza, especialmente porque os prelados, em sua “gentil crueldade”, adicionaram à minha aflição a proibição de que os ministros da cidade me dessem a liberdade de pregar. Eu disse: “O que Cristo tem contra o meu serviço?” Mas fui tolo; Ele já fez as pazes comigo. Se você e outros filhos de Deus louvarem Seu grande nome, que torna homens indignos testemunhas Dele, meu silêncio e sofrimento pregarão mais do que minha língua jamais poderia. Se Sua glória for revelada em mim, estou satisfeito, pois não me falta bondade da parte de Cristo. E, Senhor, não ouso ocultar Sua generosidade. Escrevo para que você louve, e peça ao seu irmão e a outros que se unam comigo nesta obra.

Esta terra será devastada. Nossas iniquidades encheram [a terra]; o Senhor diz que beberemos, vomitaremos e cairemos. Lembre-se de meu amor por sua boa e amável esposa. Que a graça esteja contigo.

Teu [irmão], no doce Senhor Jesus,

S. R. Aberdeen, 13 de novembro de 1636.


[1] Provavelmente se referindo ao número de prelados (composto por dois arcebispos e doze bispos) que eram membros da Alta Comissão, pela qual ele foi condenado à prisão.

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