Traduzido por: @casuisticapuritana
[William Fullarton, como já foi mencionado anteriormente, era o marido de Marion M’Naught. Seus princípios religiosos eram os mesmos de sua excelente esposa, e ele era um homem de virtude, integridade e piedade. Ele se provou um patrono dos oprimidos no caso do Sr. Robert Glendinning, o idoso ministro de Kirkcudbright; ao qual há evidente alusão nesta carta. O Sr. Glendinning, tendo se recusado a se conformar com o episcopalismo e a aceitar, como assistente e sucessor, um homem que o Bispo Sydserff impôs a ele e ao povo de Kirkcudbright, foi suspenso de seu ofício pelo bispo e sentenciado a ser preso. O prefeito Fullarton e os outros magistrados do burgo (um dos quais era o Sr. William Glendinning, filho do ministro), indignados com tais procedimentos tirânicos, se recusaram a encarcerar seu próprio pastor, que já tinha quase oitenta anos de idade, e estavam determinados, com a grande maioria dos habitantes da cidade, a continuar assistindo a seus sermões. Sydserff, orgulhoso e violento demais para permitir que sua autoridade fosse assim desprezada, mandou prender o juiz Glendinning em Kirkcudbright e confinou os outros magistrados na cidade de Wigtown, enquanto sentenciava o ministro idoso a permanecer dentro dos limites de sua paróquia e o proibia de exercer qualquer parte de suas funções ministeriais. Mas ele descobriu que era impossível, com todos os meios que empregava, forçar esses magistrados rebeldes a obedecer. A firmeza que Fullarton manifestou nessa ocasião é calorosamente elogiada por Rutherford.]
Incentivo a Sofrer por Cristo
MUI HONRADO E QUERIDO AMIGO,
Graça, misericórdia e paz sejam com você. Estou bem, bendito seja o Senhor, permanecendo nesta cidade estranha como prisioneiro por Cristo e Sua verdade. E não me envergonho de Sua cruz. Minha alma é confortada com as consolações de Sua doce presença, por quem sofro.
Eu rogo fervorosamente que você entregue sua honra e autoridade a Cristo, e por Cristo; e não se deixe abalar por carne e sangue, enquanto você estiver ao lado do Senhor, de Sua verdade e causa. E, embora vejamos a verdade sendo derrotada por um tempo, Cristo será um amigo da verdade, e agirá por aqueles que ousarem arriscar tudo o que têm por Ele e por Sua glória. Senhor, nosso dia glorioso está chegando, e o tribunal mudará, e os homens perversos chorarão após o meio-dia, mais do que os filhos de Deus, que choram de manhã. Vamos crer e esperar na salvação de Deus.
Senhor, espero que não seja necessário escrever para você sobre sua bondade e amor pelo meu irmão,[1] que agora será aflito pela verdade de Deus assim como eu sou. Sinto-me obrigado a orar por você, por sua digna e amável esposa e filhos, por seu amor por ele e por mim também. Espero que seus esforços por nós em Cristo não sejam em vão. Assim, recomendando-o à terna misericórdia e bondade de Deus, despeço-me,
Seu mui afetuoso e amoroso irmão, S. R.
Aberdeen, 21 de setembro de 1636.
[1] Seu irmão era professor em Kirkcudbright, e entre ele e Samuel havia um forte apego e grandes afinidades. Ele também sofreu perseguição por sua fidelidade à causa do presbiterianismo. Por isso, e por seu apoio zeloso ao Sr. Glendinning, a quem o Bispo de Galloway tratou com tanta crueldade, ele foi condenado, em novembro de 1636, a renunciar ao seu cargo e a deixar Kirkcudbright antes do próximo termo de Whitsunday.
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