CARTA 64 – PARA ALEXANDER GORDON DE EARLSTON

Traduzido por: @casuisticapuritana

Seus sentimentos ao deixar Anwoth.

Mui Honrado Senhor,

Vejo poucas esperanças no assunto de Q.[1] Pretendo, após o dia do conselho, seguir para Aberdeen. O SENHOR está comigo; não me importo com o que o homem possa fazer. Não sobrecarrego ninguém, e não me falta nada. Nenhum rei está melhor provido do que eu. Doce, doce e leve é a cruz do meu Senhor. Todos os homens a quem olho no rosto (de qualquer denominação, nobres e pobres, conhecidos e estranhos) são amigáveis comigo. Meu Amado é mais gentil e caloroso do que de costume, e vem visitar minha alma. Minhas correntes estão revestidas de ouro. Apenas a lembrança dos meus belos dias com Cristo em Anwoth, e do meu querido rebanho (cujo caso é o pesar do meu coração), é vinagre no meu vinho suave. Contudo, tanto o doce quanto o amargo alimentam minha alma. Nenhuma pena, nenhuma palavra, nenhum engenho pode expressar para você a amabilidade de meu único, único Senhor Jesus. Assim, com pressa, a caminho do meu palácio em Aberdeen, abençoo você, sua esposa, seu filho mais velho e outros filhos. Graça, graça seja contigo.

Seu [irmão] em nosso único, único Senhor Jesus, S. R.

Edimburgo, 5 de setembro de 1636.


[1] Provavelmente “Queensberry”.

Deixe um comentário